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Lentidão marcou últimos dias no mercado de milho

Em Erechim, o valor se manteve na venda em R$ 98,00.

Publicado em: 10/09/2021

O mercado brasileiro de milho teve uma semana marcada pela lentidão no ritmo de negócios. O feriado da terça-feira, 07 de setembro, contribuiu para o tom moroso na comercialização do milho.

Os preços se sustentaram melhor em algumas regiões, como foi o caso de São Paulo, onde as cotações avançaram. Houve menor pressão de venda por parte dos produtores, até com a apreensão em torno da logística com manifestações de caminhoneiros. Já em outras regiões, como no Paraná e Goiás, seguiu uma oferta maior pressionando os preços.

No balanço dos últimos sete dias, entre a quinta-feira (02 de setembro) e esta quinta-feira (09 de setembro), o milho em Campinas/CIF na venda subiu de R$ 93,00 para R$ 95,00 a saca, alta de 2,1%. Na região Mogiana paulista, o cereal avançou na venda de R$ 90,00 para R$ 93,00 a saca, alta de 3,3%.

Em Cascavel, no Paraná, no comparativo semanal, o preço recuou de R$ 96,00 para R$ 93,00 a saca, declínio de 3,1%. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação permaneceu estável em R$ 84,00. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o valor se manteve na venda em R$ 98,00.

Em Uberlândia, Minas Gerais, a cotação seguiu em R$ 96,00. E em Rio Verde, Goiás, o mercado caiu na venda de R$ 90,00 para R$ 88,00 a saca.

CONAB

A produção brasileira de milho deverá totalizar 85,749 milhões de toneladas na temporada 2020/21, com recuo de 16,4% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 102,586 milhões de toneladas. A projeção faz parte do décimo segundo levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em agosto, a Conab indicava produção de 86,650 milhões de toneladas. A revisão para baixo entre uma estimativa e outra ficou em 1,0% e se deve aos problemas climáticos registrados na segunda safra de milho.

A Conab trabalha com uma área de 19,867 milhões de hectares, com alta de 7,2% sobre o ano anterior, quando foram cultivados 18,527 milhões de hectares. Em agosto, a previsão era de 19,823 milhões de hectares.

A produtividade está estimada em 4.316 quilos por hectare, com baixa de 22,1% sobre a temporada anterior, quando o rendimento ficou em 5.537 quilos. Em agosto, a previsão era de 4.371 quilos.

A primeira safra de milho deverá totalizar produção de 24,744 milhões de toneladas, com queda de 3,7% sobre a temporada anterior, quando foram colhidas 25,689 milhões de toneladas. Em agosto, a Conab indicava safra de 24,898 milhões de toneladas.

A segunda safra, ou safrinha, está estimada em 59,471 milhões de toneladas, 1,4% abaixo das 60,322 milhões de toneladas indicadas em agosto. A Conab espera um recuo de 20,8 sobre o total colhido no ano passado, de 75,053 milhões de toneladas. A terceira safra está estimada em 1,533 milhão de toneladas, queda de 16,8% sobre a temporada anterior, de 1,843 milhão de toneladas e 7,2% maior ao volume estimado no mês passado, de 1,430 milhão de toneladas.

Fonte Agência SAFRAS